O “caminho suave”
O “caminho suave”. Durante muito tempo, desde minha formação acadêmica como jurista, me intrigou o fato de o ser humano ser reconhecido como “conflituoso por natureza”.
Ou seja, para alguns pensadores faz parte de nós mesmos a presença do conflito. Ele é inato e vem a se manifestar quando da vida em sociedade (por conta das relações interpessoais).
Essa minha inquietude (e hoje olhando parar trás posso
afirmar que ela foi bem aproveitada) me fez percorrer diferentes caminhos de
estudos e aprendizagem.
Dessa forma, para ao final me conduzir a um dos grandes
ensinamentos. E também uma ótima ferramenta que uso em meu dia a dia
empresarial para evitar conflitos ou, se necessário, bem resolvê-los.
Desbravando o assunto
A princípio, naquele primeiro momento, ainda desbravando o
assunto com a visão limitada de outrora, os estudos feitos por mim estavam
direcionados para solução dos conflitos sem a necessidade de judicialização.
Com toda a certeza, o que me levou a, necessariamente, ter
que entender a natureza dos conflitos. E também ter muito claro que o ser
humano não é conflituoso por natureza, nem tem ele um lado bom e um lado mal.
Porém o que vim a perceber apenas anos e anos após, com
várias outras formações no campo do desenvolvimento humano.
Conforme a minha percepção, sempre respeitosa a quem pensa
diferente, o ser humano se faz conflituoso por opção por relação, e não por
natureza. Não está inato em nós o conflito. Por natureza somos bons, belos,
brilhantes, Filhos do Céu (assunto para outro texto).
Ao passo que isso me ficou claro, consegui passar a
solucionar as divergências das relações entre os seres humanos que chegavam até
mim (limitado ao meu âmbito pessoal e profissional) sem gerar o conflito.
Como dito acima, isso foi resultado de um processo de
construção de novo mindset. Com buscas de diferentes estudos e visões, sempre
atento a ter um entendimento holístico sobre quem somos.
Surgimento do conflito
O surgimento do conflito parte do pressuposto de que uma
pessoa demanda um interesse, quer algo, tem uma vontade fazer alguma coisa e a
sua pretensão, o seu desejo, o seu querer, está sendo resistido, negado,
impossibilitado pela outra pessoa e, esta outra pessoa que nega, que impede,
consegue por conta própria, por suas forças, deixar àquela primeira pessoa sem
atender os seus anseios.
Com essa combinação (que cria uma pretensão resistida de
forma qualificada), e somente com ela, estamos diante de um conflito.
E como então não deixar conflitos acontecerem? Simples (ao
menos hoje em dia, hehe), tornando o “caminho suave”, ferramenta que utilizo
após os anos de aprendizagem e estudo.
Que caminho seria esse?
Mas… como assim? Que caminho seria esse? E mais, como
suavizá-lo?
O caminho que eu falo é o caminho que te leva ao conflito.
Tudo na vida é um percurso, um processo, que se iniciar por um comportamento
(seja qual for) que por sua vez gera uma consequência, que pode ou não dar
início a um conflito.
Assim, quando você se deparar com uma situação de posição
diferente da sua sendo mantida por outra pessoa e precisa com ela interagir
para que um único alinhamento aconteça, você pode seguir o caminho tradicional
do conflito, (e ele não é natural, ele é opcional, grave bem isso, é uma
questão de escolha!).
Indo pelo caminho do conflito você estará sempre perdendo,
ainda que a solução final que você desejou seja alcançada, obtida, você ainda
assim terá perdido, porque o sistema que o conflito impõe é “perde x perde”, ou
seja, todos perdem, não há vencedor (se perde tempo, se perde dinheiro, se
perde amizades, se perde energia, se perde foco, etc).
Em contrapartida, você pode optar por fazer o caminho do
diálogo de forma suave, levando na sua mochila bom pensamentos, boas energias,
uma visão de que ambos sairão melhor após a conversação, de compreensão, de
empatia, de evolução, isto é, carregar elementos que tenham “ganha x ganha” com
absoluta certeza o Universo vai contribuir decisivamente para que o melhor chegue
até você.
Nem sempre virá o que desejamos, mas tenho a certeza de que
sempre o que precisamos!
Ganha x ganha
Mas, a ausência de conflito, depende sempre de ambas as
partes terem essa percepção, de quererem seguir o caminho suave. Se apenas uma
delas assim agir, não haverá “ganha x ganha”, e como então se preparar para que
o caminho realmente seja suave? Como conduzir a outra pessoa comigo por ele?
Fácil! Através do “Judô”, cuja tradução é exatamente
“caminho suave”. Nos valendo dos princípios desta arte milenar, não fazemos
força, pois, entendemos que a inteligência do ser humano é maior e melhor que
qualquer outra energia que ele possa aplicar para resolver as situações do seu
dia a dia.
Assim, por exemplo, em um cabo de guerra não estará sendo
mais esperto e vitorioso quem puxar com mais força (aplicação da energia), mas
sim quem soltar a corda primeiro (aplicação da inteligência). Exatamente, ganha
o cabo de força quem soltar a corda primeiro!
Judô
E, como no Judô, não fazemos resistência, não puxamos para o
“nosso lado”, não temos lado!
Usamos dos movimentos e da energia do outro, da sua
realidade, da sua narrativa, dos sinais do seu comportamento consciente e
inconsciente, para com ética e empatia, através da sua própria energia
conduzi-lo para onde entendemos mais adequado (sempre atentos ao sistema ganha
x ganha), ou seja, pelo caminho da construção e vitória mútua.
Essa percepção do Judô, que usa da força do oponente para
aplicação de golpes, nos faz total sentido. Usamos sempre dos argumentos, da
energia (ainda que em vibrações menores), da força de quem conosco interage
para, por ela e através dela, construir o caminho suave, não gerando força
inversa e sim “aproveitando o embalo” conduzindo a pessoa para o campo do
“ganha x ganha”. O resultado é maximizado e proveitoso para ambos!
Certamente não entramos armados, não entramos estrategiados
para vencer a batalha. A questão é essa. Não há batalha! Eis aí a quebra de
paradigmas que tenho insistido em escrever.
Inegavelmente entramos felizes, leves, sendo nós mesmos,
equilibrados, capacitados, conscientes do nosso papel de transformação, da
nossa responsabilidade e da nossa capacidade.
Entramos para acolher quem com energia chega (seja que
energia for), e ela é muito bem vinda, é necessária, para podermos por essa
energia, conduzindo-a para o locus ideal, obtermos um resultado de real
vitória, vitória da evolução de todos.
Só há vitória no equilíbrio! Arigato!
Meu nome é Mílard Zhaf, sou jurista por formação e um entusiasta pelo empreendedorismo. Formado em 2002, mestre desde 2014, com várias especializações na área do Direito, em Gestão de Empresas, Gestão de Pessoas, Gestão de Processos.
Master Coach pelo IBC, adoro me relacionar com pessoas e desenvolver suas capacidades e potencialidades. Encontrei na Psicodinâmica uma maneira de somar as minhas forças e aplica-las de maneira mais direcionada e assertiva sobre os meus negócios e com aqueles que comigo caminham para formar uma carreira de sucesso.
Desde o ano de 2020 sou sócio, fundador e proprietário da maior Rede de Franquias na área de Saúde e Bem-Estar do país, a Rede Verità Care!
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